Lutas populares e organização políticacom Leticia Parks, Tabata Amaral, Edimilson Costa, Taliria Petrone e Fernando Garcia

O ponto crítico em que o Brasil se encontra pode ainda se arrastar a um impasse político – materializado na recondução de Bolsonaro ou condução de um semelhante – e levar alguns anos para confluírem oportunidades de reposicionamento de forças políticas mais consequentes com o país. A derrota dessas forças políticas retrógradas que se encastelaram no Estado passa pelo esforço de conscientização de múltiplos setores e atores em torno do isolamento e impedimento político de Bolsonaro e do bolsonarismo. A retomada das ruas como palco da exposição da vontade popular, da agitação democrática e propaganda das bandeiras de equilíbrio social se coaduna com o desenvolvimento de organizações políticas estruturadas para o tempo atual, que tenham caráter progressista e visão estratégica.

 

Edmilson Costa Doutor em Economia pela Unicamp, com pos-doutorado na mesma instituição. E autor, entre outros, de A globalização e o capitalismo contemporâneo; A crise mundial, a globalização e o Brasil; Reflexões sobre a crise brasileira, além de vários artigos publicados no Brasil e no exterior. E secretario-geral do PCB.

 

Letícia Parks é formada em Letras pela USP e é professora no ensino básico. Organizou os livros “Mulheres negras e Marxismo” e “A Revolução e o Negro”. Faz parte da mídia digital internacional Esquerda Diário, presente em 14 países e é militante do Movimento Revolucionário de Trabalhadores, o MRT.

 

Talíria Petrone nasceu em Niterói em 9 de abril de 1985, onde morou toda sua vida. É mulher negra, feminista, socialista, professora, graduada em História pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro e mestre em Serviço Social e Desenvolvimento Social pela Universidade Federal Fluminense. Deu aula na favela da Maré, em São Gonçalo e em Niterói e a realidade das escolas sempre foi um motivo para ir à luta. Foi da sala de aula que veio a vontade de transformar a sociedade. Em 2010, ela conheceu o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e começou sua militância partidária, decidindo, seis anos mais tarde, se candidatar à vereadora em Niterói. Na campanha por uma Niterói negra, feminista, LGBT e popular em 2016, foi eleita a vereadora mais votada da cidade e, por mais de um ano, era a única mulher na Câmara Municipal. Foi presidente da Comissão de Direitos Humanos da Criança e do Adolescente e acompanhou dezenas de casos de violações de direitos na cidade. Depois da execução política da amiga, companheira de lutas e vereadora Marielle Franco, com quem Talíria iniciou a vida pública, muita coisa mudou. Ela viu a necessidade de dar consequência política a esse crime que marca nossa ainda frágil e incompleta democracia. Assim, em 2018, Talíria foi eleita deputada federal pelo PSOL do Rio de Janeiro, com 107.317 votos — a nona mais votada do estado do Rio de Janeiro.”

 

Tabata Amaral tem 27 anos e foi a 6ª Deputada Federal mais votada do estado de São Paulo, eleita com 264.450 votos em 2018. Nascida e criada na Vila Missionária, na periferia de São Paulo, foi campeã de olimpíadas de ciências e, a partir daí, ganhou bolsa de uma escola particular e depois de Harvard, onde se formou em Ciência Política e Astrofísica. É cofundadora do Mapa da Educação e do Movimento Acredito. Suas principais bandeiras no mandato são a educação, direito das mulheres, inovação política, combate às desigualdades e futuro sustentável.

Quando

30/09/2021

Convidados

Edmilson Costa, Letícia Parks, Taliria Petrone, Tabata Amaral

Mediação: Fernando Garcia