O Salão do Livro Político já entrou para o calendário anual de São Paulo, ocupando um espaço de discussão de crucial importância. Com o objetivo de dar mais visibilidade às obras políticas, que recebem pouca divulgação e espaço nas livrarias, e incentivar a demanda, o Salão promove debates de alto nível e com os autores mais consagrados sobre a conjuntura política nacional e o mercado editorial, além de uma feira de livros e uma diversificada programação cultural voltada às questões sociais mais candentes.

O evento busca, assim, estimular a leitura e as vendas de livros políticos, que hoje representam apenas algo em torno de 2,5% do total de obras publicadas no país a cada ano, considerando-se as três áreas correlatas (sociologia, filosofia e economia). Além disso, procura fortalecer as editoras independentes, que concentram as publicações do segmento, empunhando suas bandeiras, como a que defende o Projeto de Lei 49 de 2015. Conhecido como lei do preço fixo, o PL institui a política nacional de fixação do preço do livro, mas está congelado no Senado Federal.

2015 e 2016

A última edição do Salão, realizada em junho do ano passado, no Centro Cultural São Paulo, logo após a abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma Roussef, fez o foco na crise política e na ascensão da pauta conservadora. Paralelamente, foram discutidas as perspectivas das mídias independentes, o teatro político, a emergência dos autores da periferia na literatura, o desempenho do mercado do livro político no Brasil e a questão da Palestina. Houve boa receptividade da mídia, com mais de 40 inserções, inclusive na grande imprensa. A primeira edição, em 2015, foi realizada na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e o principal mote foi o golpe então em curso.

Veja alguns debates: