Evento se consolida após somente duas edições. Organizado por editoras independentes, acontece este ano entre 5 e 8 de junho no Tucarena, teatro da PUC-SP, em Perdizes, e deve atrair cerca de 2,5 mil visitantes

O Salão do Livro Político já entrou para o calendário anual de São Paulo, ocupando um espaço de discussão de crucial importância. Com o objetivo de dar mais visibilidade às obras políticas, que recebem pouca divulgação e espaço nas livrarias, e incentivar a demanda, o Salão promove debates de alto nível e com os autores mais consagrados sobre a conjuntura política nacional e o mercado editorial, além de uma feira de livros e uma diversificada programação cultural voltada às questões sociais mais candentes.

O evento busca, assim, estimular a leitura e as vendas de livros políticos, que hoje representam apenas algo em torno de 2,5% do total de obras publicadas no país a cada ano, considerando-se as três áreas correlatas (sociologia, filosofia e economia). Além disso, procura fortalecer as editoras independentes, que concentram as publicações do segmento, empunhando suas bandeiras, como a que defende o Projeto de Lei 49 de 2015. Conhecido como lei do preço fixo, o PL institui a política nacional de fixação do preço do livro, mas está congelado no Senado Federal.

2017

Esta terceira edição do Salão deve envolver cerca de 30 editoras, oito mais do que em 2015 (22) e mais que o dobro das que integraram a primeira, em 2014 (12). A expectativa é de que o número de visitantes aumente em aproximadamente 20% em relação ao ano passado, quando mais de duas mil pessoas participaram da programação.

As mesas e os debatedores ainda estão sendo definidos. Além do atual cenário político e suas perspectivas, serão discutidos temas emblemáticos, como os 100 anos da Revolução Russa, os 100 anos da greve geral no Brasil e os 150 anos da publicação de O Capital. Pelo menos um palestrante internacional já está confirmado, o alemão Michael Heinrich, biógrafo de Karl Marx.

Já a feira de livros, vendidos com descontos de até 50%, promete ser ainda mais atraente, uma vez que incluirá oito editoras a mais em comparação com a edição anterior.

Além de 30 editoras, inclusive algumas universitárias, participam do III Salão, este ano, fundações e institutos de partidos políticos e as revistas Critica marxista, Margem esquerda e Marxismo vivo.

2015 e 2016

A última edição do Salão, realizada em junho do ano passado, no Centro Cultural São Paulo, logo após a abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma Roussef, fez o foco na crise política e na ascensão da pauta conservadora. Paralelamente, foram discutidas as perspectivas das mídias independentes, o teatro político, a emergência dos autores da periferia na literatura, o desempenho do mercado do livro político no Brasil e a questão da Palestina. Houve boa receptividade da mídia, com mais de 40 inserções, inclusive na grande imprensa. A primeira edição, em 2015, foi realizada na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e o principal mote foi o golpe então em curso.

III Salão do Livro Político

05 a 08 de junho de 2017

TUCARENA

Comissão organizadora:

Alameda, Anita Garibaldi, Autonomia, Boitempo e Sundermann.